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Desafios para o Fórum Social Mundial

 
por Equipe da ARTEBRA



Depois de quinze edições do Fórum Social Mundial, seria oportuno e pertinente refletir acerca de uma pergunta central: como está o mundo hoje? Logo num primeiro olhar, parece-nos que o neoliberalismo, longe de ter recuado somo se esperava após a crise mundial de 2008, tem avançado sobre o território global. O aumento da concentração de riqueza; o empobrecimento da classe média; a piora do nível de vida, ainda nos países classificados como “ricos” e a precarização dos direitos básicos, são evidências do avanço neoliberal. Em conseqüência, o abismo entre uma classe dirigente, possuidora da maior parte da riqueza, e o restante da população tem crescido consideravelmente. Isto significa que as relações de dominação e opressão continuam se expandido e estão cada vez mais enraizadas.

Frente a atual situação mundial de crescente desigualdade, e depois de dezessete anos desde o primeiro Fórum Social Mundial, é hora de perguntarmos: Para que nos reunimos? Quais são as macro-conseqüências de todo o trabalho realizado? Em outras palavras, a realidade nos impõe realizar uma análise crítica acerca dos métodos utilizados para organizar os Fóruns, definir suas prioridades e criar sinergia entre os movimentos participantes, com o fim de concretizar as transformações sociais, fundamento indiscutível do Fórum Social Mundial e seus integrantes.

Considerando o longo percurso dos Fóruns, refletindo, trabalhando e trocando experiências para encontrar maneiras de melhorar este mundo (pois não tem “outro”) tal vez seja necessário parar um momento e refletir sobre o caminho percorrido. Seria não apenas saudável, mas também estratégico, analisar em profundidade os resultados dos encontros anteriores como um todo; repensar o modelo de trabalho proposto para os Fóruns e perguntarmos se o grau de fragmentação temática não constitui um dos principais obstáculos para impulsionar o desenvolvimento social através do trabalho colaborativo.

A revisão dos eventos anteriores nos leva também a perguntarmos se a sinergia que desejamos criar entre as organizações sociais que participam dos Fóruns pode ser facilitada a partir de uma redefinição das prioridades, identificando os temas que poderiam servir de eixo comum nesta comunidade global que o Fórum Social Mundial soube criar. Lembremos que todo movimento social requer de coesão, sinergia e foco para alcançar seus objetivos. A fragmentação certamente joga em contra de tudo isto. Por isso é necessário aproveitar os Fóruns, e o tempo que transcorre entre eles, para construir coletivamente novas estratégias de organização, comunicação e ação. Neste sentido, para uma comunicabilidade mais eficiente, seria fundamental trabalhar na criação de um meio global de comunicação que possa se situar na linha dos grandes meios comerciais, em termos de alcance, audiência e conteúdo. Nosso grande desafio comunicacional é transcender as fronteiras dos integrantes do Fórum Social Mundial e somar às maiorias.

Resulta também essencial construir um modelo de trabalho colaborativo, tal que permita que os esforços investidos em cada Fórum se estendam para alem dos dias da sua realização e do simples planejamento de eventos. As atividades de intercâmbio e crescimento não podem ficar limitadas a uns poucos dias no ano. A expansão do conhecimento deve socializar-se, dentro e fora do âmbito dos Fóruns, pois isto constitui a base do empoderamento da sociedade civil. Continuemos crescendo em conjunto para que o trabalho coletivo supere as limitações que hoje se nos apresentam, sem esquecer que sozinhos e encapsulados numa serie de eventos conseguiremos poucos resultados. O Fórum Social Mundial necessita agora somar maiorias e isto é possível através de um trabalho colaborativo concreto, inteligente e profissional.



[TRANSLATION IN ENGLISH]



The challenge for the new World Social Forum.

After 15 WSF events, it would be timely and a great idea to think and discuss around one main question: How is the world today? At a first glance, it looks like neo-liberalism, instead of stepping back as expected after the world crisis in 2008, it has been moved forward and consolidated globally.

The increase of wealth concentration; the general impoverishment pushing middle class closer to the poverty line; the decrease of life quality, even in countries classified as "rich"; and the precarization of basic human rights are all evidences of neo-liberalism strengthening. As a result, the edge between a ruling class that holds most part of the wealth and the rest of the population has grown considerably. This means that domination and oppression continue to expand and to consolidate.

Facing this actual world situation of increasing inequality, after 17 years since the first WSF, is time to ask ourselves: Why we are meeting for? What are the macro-consequences of all the work done around the World Social Forums? In other words, reality demands a critical analysis of the methods used to organize the Forums, to define priorities and create synergy among the organizations involved with the WSF in order to materialize social change, the indisputable foundation of the WSF and its participants.

Considering the long road of the WSF, thinking, working and exchanging experiences to find a way to improve this world [because there is no "other"] maybe it is time to stop for a moment and reflect about the work done so far. It would be not only healthy but also strategic to analyze deeply the outcome of all previous Forums as a whole; to rethink the working model used at the Forums, and to ask ourselves if the level of topics fragmentation might be one of the main obstacles to boost the social development through collaborative work.

By reviewing past meetings we wonder if the synergy that WSF intent to create among social organizations can be achieved through the re-definition of priorities, identifying the topics that can serve as a common guideline to this global community that the WSF was able to create. Keep in mind that social movements require cohesion, synergy and focus to achieve its goals. Fragmentation certainly acts against all this. That is why we need to take advantage of the Forums, as well as the time in between the meetings, to collectively build new strategies to better organize and engage people, communicate ideas and act. In this sense, it is key to work around the creation of a global communication network that can compete within commercial media in terms of coverage, audience and content.

The big communicational challenge is to go beyond the WSF participants boundary and add-involve the majorities. It is also crucial to build a collaborative working model that allow efforts invested on each Forum to be extended beyond the meeting days and event planning. The activities for collective exchange and growth cannot be limited to few days a year. The knowledge produced should be socialized in and outside the scope of the Forums, because this constitutes the basis for empowering societies.

Lets keep growing together, so our collective work can overcome the limitations imposed by a few in the present world. Lets keep in mind that by staying apart and closed in a series of events possibilities of change will be very limited. The World Social Forum needs to add-involve the majorities and this is possible through a concrete, intelligent and professional collective work.



[TRADUCCION AL ESPAÑOL]



Desafíos de cara a un nuevo Fórum Social Mundial

Después de quince ediciones del Fórum Social Mundial, sería oportuno y pertinente reflexionar en torno de una pregunta central: ¿cómo está el mundo de hoy? Ya en primera instancia nos parece que el neoliberalismo, lejos de haber retrocedido como se esperaba después de la crisis mundial de 2008, ha avanzando e se consolidado sobre el territorio global. El aumento de la concentración de la riqueza; el empobrecimiento de una clase media que acortó la brecha con las clases más pobres; la disminución del nivel de vida, aún en países clasificados como “ricos”, la precarización de derechos básicos, son evidencias del avance neoliberal. Como consecuencia, el abismo entre una clase dirigente poseedora de gran parte de la riqueza y el resto de la población ha crecido considerablemente. Esto significa que las relaciones de dominación y opresión continúan expandiéndose y están cada vez más arraigadas.

Frente a la actual situación mundial de cresciente desigualdad y luego de 17 años desde el primer Forum Social Mundial, es hora de que nos preguntemos ¿Para qué nos reunimos? ¿Cuales son las macro-consecuencias de todo el trabajo realizado? En otras palabras, la realidad nos impone un análisis crítico sobre los métodos utilizados para organizar los Forums, definir sus prioridades y crear sinergia entre los movimientos participantes, con miras a concretizar las transformaciones sociales, fundamento indiscutible del Forum Social Mundial y sus integrantes.

Considerando el largo recorrido de los Forums, reflexionando, trabajando e intercambiando experiencias para encontrar una manera de mejorar este mundo (pues no hay “otro”) tal vez sea necesario que nos detegamos un momento para reflexionar sobre el camino transitado. Sería no sólo saludable, sino también estratégico, analizar profundamente los resultados de los encuentros pasados como un todo; repensar el modelo de trabajo propuesto para los Forums y preguntarnos si el grado de fragmentación temática no constituye uno de los principales obstáculos para impulsionar el desarrollo social através del trabajo colaborativo.

La revisión de los encuentros anteriores nos lleva a preguntarnos si la sinergia que se espera crear entre las organizaciones sociales que participan de los Forums puede ser facilitada a partir de una redefinición de las prioridades, identificando aquellos temas que podrían servir de eje común a esta comunidad mundial que el Forum Social Mundial ha sabido crear. Recordemos que todo movimiento social requeire de coesión, sinergia y foco para alcanzar sus objetivos. La fragmentación ciertamente juega en contra de todo esto. Por eso es necesario aprovechar los Forums, asi como el tiempo que transcurre entre ellos, para construir colectivamente nuevas estrategias de organización, comunicación y acción. En este sentido, para una comunicabilidad más eficiente, sería fundamental trabajar en la creación de un medio global de comunicación que pueda ir a la par de los grandes medios comerciales en términos de alcance, audiencia y contenido. El grande desafío comunicacional es traspasar las fronteras de los integrantes del Forum Social Mundial y sumar a las mayorías.

Resulta también essencial construir un modelo de trabajo colaborativo que permita que los esfuerzos invertidos en cada Fórum se extiendan más allá de los días de su realización y de la mera planificación de eventos. Las actividades de intercambio y crecimiento colectivo no pueden quedar limitadas a unos pocos días al año. La expansión del conocimiento debe socializarse dentro y fuera del espectro de los Forums, pues esto constituye la base del empoderamiento de la sociedade civil.

Sigamos creciendo en conjunto para que el trabajo colectivo supere las limitaciones que se nos plantean hoy, sin olvidar que sólos y encapsulados en una serie de eventos será poco lo que conseguiremos alcanzar. El Forum Social Mundial necesita ya sumar mayorias y esto es posible através de un trabajo colaborativo concreto, inteligente y profesional.
   





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